Um homem de 38 anos, apontado como líder de uma facção criminosa que atua em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, foi preso na zona rural de Cambuci nesta semana, encerrando oito anos de sua condição de foragido da Justiça. A ação, realizada na terça-feira (6) por policiais do 36º Batalhão da Polícia Militar, resultou também na apreensão de uma pistola com a numeração raspada, munições e drogas em um sítio localizado na localidade de Goiabal.
Segundo a Polícia Civil, Marcelo Gomes da Silva, conhecido pelo apelido “Camarão”, estava sendo procurado desde 2018 por envolvimento em diversos crimes graves, incluindo homicídio e tráfico de drogas. As investigações que levaram à prisão começaram em junho de 2025, quando agentes da 142ª Delegacia de Polícia de Cambuci descobriram que uma propriedade rural no distrito de Curitiba estava sendo utilizada para o refino de cocaína. A sequência de operações de inteligência culminou na identificação do paradeiro do suspeito, que vinha tentando evitar a captura através do uso de uma identidade falsa.
Durante a abordagem, Marcelo não portava objetos ilícitos, mas indicou aos policiais a existência de uma arma dentro da residência. A equipe encontrou uma pistola calibre 9mm com a descrição raspada, 72 munições e dois carregadores, além de uma pequena quantidade de maconha. A polícia destaca que o suspeito tem um histórico extenso de envolvimento com o crime, incluindo acusações por associação para o tráfico, posse ilegal de arma e participação em motins.
A prisão de Marcelo Gomes da Silva representa um avanço significativo no combate ao crime organizado na região do Norte Fluminense, uma área que tem sido alvo constante de ações policiais para desarticular redes criminosas que atuam no tráfico de entorpecentes e praticam homicídios. A retirada de um líder com influência consolidada em Itaperuna reforça as estratégias de segurança pública e aumenta a sensação de segurança para os moradores locais, ao mesmo tempo que sinaliza para outras organizações criminosas que as autoridades permanecem vigilantes e atuantes.
Redação EBN – Portal de Notícias






