EVTEA terá duração de 18 meses, envolverá 29 profissionais e vai avaliar alternativas para enfrentar o avanço da erosão no litoral de São João da Barra
O estudo para avaliar alternativas de enfrentamento da erosão costeira em Atafona e Açu, em São João da Barra, entra em uma nova etapa nesta terça-feira (6), quando começam as atividades de campo do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).
O Plano de Trabalho foi apresentado em 24 de setembro, durante reunião da Câmara Técnica de Dinâmica Costeira, Erosão Marinha e Riscos Climáticos Associados, realizada na Prefeitura.
Contratado pelo município, o estudo terá duração de 18 meses e contará com 29 profissionais de diferentes áreas. A equipe vai analisar informações sobre o oceano, o rio Paraíba do Sul, sedimentos, ambientes naturais, drenagem, infraestrutura e aspectos sociais.
Centrais da Erosão serão instaladas nas localidades
Para ampliar a participação dos moradores, serão implantadas a Central da Erosão Atafona e a Central da Erosão Açu, em módulos climatizados. Os espaços vão servir para esclarecer dúvidas, divulgar informações sobre o estudo, apresentar o andamento das etapas e receber relatos da população.
O atendimento está previsto de terça-feira a sábado, das 10h às 12h e das 13h às 17h.
A comunidade também participará dos levantamentos sociais. Ao menos 211 moradores, sendo 175 em Atafona e 36 no Açu, serão entrevistados sobre os impactos da erosão e atividades como pesca, navegação, turismo e lazer.
Estudo vai avaliar diferentes soluções
Os trabalhos incluem medições de correntes e níveis da água no Paraíba do Sul, levantamentos do fundo do mar, coleta de sedimentos e monitoramento de ondas e correntes. Também serão avaliados dunas, manguezais, biodiversidade, drenagem urbana e ocupação do território.
Os dados serão utilizados em modelagens matemáticas, inclusive com o software MIKE 21, para simular diferentes cenários.
Entre as alternativas que poderão ser comparadas estão reposição de areia, recuperação de praias e dunas e estruturas rígidas de proteção. A análise levará em conta custos, manutenção, impactos socioambientais, riscos e possíveis efeitos das mudanças climáticas.
Segundo a oceanógrafa Clarissa Menin, responsável pela condução do estudo, nenhuma solução foi previamente definida. O objetivo é produzir uma base técnica para orientar futuras decisões e subsidiar a busca por recursos para possíveis intervenções.






