Faltando pouco mais de um mês para o início da Copa do Mundo de 2026, o cenário de lesões tem se tornado uma das principais preocupações das seleções que disputarão o torneio. Diversos jogadores importantes estão fora ou correm contra o tempo para se recuperar, o que pode alterar estratégias e comprometer o desempenho das equipes na competição mais aguardada do futebol mundial.
O caso mais recente é o de Achraf Hakimi, destaque da seleção do Marrocos, que se lesionou e passou a integrar a lista de atletas em recuperação. A situação reflete um problema global enfrentado pelas equipes, que lidam com o desgaste físico acumulado ao longo da temporada e o curto intervalo até o Mundial.
Na seleção brasileira, o impacto já é significativo. Rodrygo está fora da Copa após sofrer rompimento de ligamento no joelho, enquanto Éder Militão também não participará do torneio, já que precisará passar por cirurgia na coxa. O lateral Vanderson é outro nome praticamente descartado, após procedimento cirúrgico recente.
Além das ausências confirmadas, o Brasil ainda acompanha com atenção a situação de jogadores que seguem em tratamento. Estêvão, Raphinha e Alisson apresentam lesões musculares e estão em fase de recuperação, com expectativa de retorno antes da competição. A definição sobre a participação desses atletas deve ocorrer nas próximas semanas, à medida que evoluem nos protocolos médicos.
Outras seleções tradicionais também enfrentam dificuldades semelhantes. A França, uma das favoritas ao título, não contará com Ekitiké, que sofreu rompimento do tendão de Aquiles. Em contrapartida, a equipe mantém esperança na recuperação de Kylian Mbappé, que se recupera de uma lesão na coxa.
A Alemanha confirmou a ausência de Serge Gnabry, enquanto a Holanda perdeu Xavi Simons, após lesão ligamentar. Na Argentina, o zagueiro Cristian Romero enfrenta problemas no joelho e ainda é dúvida, cenário que gera preocupação para a equipe atual campeã mundial.
Na Croácia, Luka Modric também está em processo de recuperação após sofrer uma lesão na região do rosto, enquanto a Espanha acompanha a situação de Lamine Yamal, que está fora da temporada, mas pode retornar a tempo do Mundial. A equipe espanhola ainda monitora a recuperação de Rodri, peça fundamental no meio de campo.
Outros nomes importantes do futebol internacional seguem sob avaliação médica. Rúben Dias, de Portugal, Arda Güler, da Turquia, e o próprio Hakimi, do Marrocos, estão em processo de recuperação, com expectativa de retorno, mas sem garantia de participação plena no torneio.
O aumento no número de lesões às vésperas da Copa do Mundo levanta discussões sobre o calendário do futebol internacional e o desgaste físico dos atletas. Com temporadas intensas, competições simultâneas e viagens constantes, jogadores chegam ao período pré-Mundial em condições físicas limite, o que eleva o risco de contusões.
Comissões técnicas e departamentos médicos têm intensificado o trabalho de monitoramento e recuperação, utilizando tecnologia e protocolos avançados para acelerar o retorno dos atletas. Mesmo assim, o tempo reduzido até o início da competição representa um desafio significativo.
A definição dos elencos finais dependerá diretamente da evolução clínica desses jogadores nas próximas semanas. Em muitos casos, decisões estratégicas terão que ser tomadas entre apostar em atletas ainda em recuperação ou convocar alternativas em melhores condições físicas.
Para os torcedores, o cenário gera expectativa e apreensão. A presença ou ausência de nomes importantes pode influenciar diretamente o equilíbrio das forças entre as seleções e, consequentemente, o nível técnico da competição.
À medida que a Copa do Mundo de 2026 se aproxima, a corrida contra o tempo nos departamentos médicos se torna tão decisiva quanto os treinamentos em campo. O desafio das seleções será administrar essas perdas e incertezas para chegar ao torneio com o melhor desempenho possível, mesmo diante de um cenário marcado por desfalques relevantes.






