Em um dos momentos mais marcantes da cobertura da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, o veterano jornalista argentino Enrique Macaya Márquez, de 91 anos, foi protagonista de uma cena que chamou a atenção dos presentes e dos milhões de apaixonados pelo futebol. Márquez, que está em sua 18ª Copa do Mundo consecutiva — um recorde reconhecido pela Fifa —, teve seu nome mencionado de forma especial pelo técnico da Argentina, Lionel Scaloni. Na coletiva pré-jogo contra a Jordânia, Márquez provocou uma resposta inédita e sincera do treinador sobre a escalação de Lionel Messi, confirmando que o craque começaria a partida no banco de reservas.

O impacto da declaração foi duplo. Primeiro, porque essa informação raramente é confirmada pela comissão técnica antes de uma partida tão importante. Segundo, pelo respeito e admiração demonstrados por Scaloni ao jornalista. Em seu momento de fala, ao iniciar a coletiva, Márquez fez uma pergunta direta e objetiva: “Messi joga? Como vai montar a equipe?”. A resposta do treinador, além de abrir uma exceção, foi permeada por elogios e considerações pessoais. “Só respondo a essa pergunta porque é você, Enrique”, disse Scaloni, ressaltando a longa história de convívio e o prestígio do jornalista no universo do futebol argentino e mundial.

Enrique Macaya Márquez tem um currículo editorial que o coloca como uma das maiores autoridades no jornalismo esportivo, especialmente no acompanhamento das Copas do Mundo. Desde sua estreia em 1958, na Suécia — onde testemunhou o surgimento de Pelé como fenômeno —, Márquez acompanhou as maiores glórias da seleção argentina, incluindo o primeiro título conquistado no próprio país, em 1978, a consagração de Diego Maradona em 1986, e, mais recentemente, a histórica vitória de Messi no Catar em 2022. Sua presença constante nestes eventos lhe confere um olhar único e profundo sobre a evolução do futebol sul-americano e mundial.

O gesto de Scaloni, que ao fim da coletiva abraçou o jornalista, simboliza muito mais que uma resposta: é um reconhecimento da importância da memória esportiva e do trabalho de quem dedicou a vida a contar as histórias do futebol. Para o público argentino e brasileiro, acostumados a disputas e narrativas que envolvem seus ídolos, a fala de Márquez e a revelação de Scaloni reforçam a dimensão humana e estratégica que permeiam o futebol de alto rendimento. Além disso, essa cena traz à tona a relevância da experiência e do respeito intergeracional em um esporte tão apaixonante e midiático.

Redação EBN – Portal de Notícias

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