Em uma iniciativa que alia arte, inclusão social e sustentabilidade, o Centro-Dia de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, criou uma atraente exposição formada por bandeiras dos 48 países participantes da Copa do Mundo, confeccionadas com milhares de tampinhas plásticas recicláveis. O projeto, que levou dois meses para ser concluído, envolveu idosos e pessoas com deficiência atendidos pela unidade, que participaram de todas as etapas, desde a arrecadação até a montagem das peças.

A escolha das tampinhas como material artístico reflete uma preocupação com a conscientização ambiental, além de incentivar a coordenação motora e a socialização entre os participantes. De acordo com Wallace Neves, facilitador de Artes do Centro-Dia, o trabalho foi desenvolvido com empenho e criatividade pelos usuários, que inclusive foram responsáveis pelo desenho das bandeiras. A bandeira do Japão serviu como porta de entrada para o desafio, devido à simplicidade de seu padrão, e abriu caminho para a reprodução de todas as outras nações envolvidas no torneio.

Um dos principais desafios do projeto foi conseguir tampinhas nas cores branca e vermelha, predominantes em muitas das bandeiras, o que exigiu um esforço contínuo da equipe e da comunidade local para a doação dos materiais. A secretária municipal de Assistência Social de Cabo Frio, Camila Saraiva, ressaltou que a iniciativa vai além de uma homenagem ao evento esportivo. «Cada tampinha aqui simboliza não apenas um gesto sustentável, mas também o potencial transformador das pessoas atendidas no Centro-Dia, que desenvolveram habilidades motoras, senso de trabalho coletivo e valorização pessoal», afirmou.

Com capacidade para atender até 60 pessoas, o Centro-Dia, localizado no Parque Burle, atualmente recebe 56 usuários e tem se consolidado como um importante espaço de inclusão, criatividade e aprendizado na Região dos Lagos. A exposição das bandeiras feitas de tampinhas ganhou destaque local, motivando a equipe a planejar novos projetos artísticos que continuem a integrar preocupações sociais e ambientais. Essa iniciativa na véspera do maior evento mundial do futebol brasileiro mostra como cultura, esporte e consciência ambiental podem se unir para promover dignidade e protagonismo a grupos muitas vezes marginalizados.

Redação EBN – Portal de Notícias

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