A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.
A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.
**No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro. **
Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.
O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. **Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu. **
Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.
Queda de R$ 0,81 por litro é a segunda redução consecutiva e reflete recuo das tensões no mercado internacional de petróleo.
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) uma redução de 14,5% no preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. O reajuste, válido a partir de julho, representa uma queda de R$ 0,81 por litro e é o segundo corte consecutivo aplicado pela estatal.
Com a redução, o litro do combustível passou a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 nas refinarias da Petrobras, dependendo da unidade de fornecimento.
Segundo a companhia, a diminuição foi possível devido à redução das pressões sobre o mercado internacional de petróleo, após a diminuição dos impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio. Nas últimas semanas, a normalização gradual da oferta de petróleo contribuiu para a queda das cotações internacionais dos combustíveis.
Apesar do novo recuo, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em relação ao fim de 2025, o equivalente a um aumento de R$ 1,39 por litro, mantendo elevados os custos operacionais do setor aéreo.
O mercado internacional foi fortemente afetado pelo agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que provocaram instabilidade na cadeia global de abastecimento de petróleo. Um dos principais fatores de pressão foi a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula uma parcela significativa da produção mundial de petróleo e gás natural.
Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o Brasil acompanha as oscilações do mercado internacional, já que o petróleo e seus derivados são commodities negociadas globalmente. Por isso, variações na oferta e na demanda mundial influenciam diretamente os preços praticados no país, inclusive no combustível utilizado por aviões e helicópteros.






