Boletim InfoGripe indica avanço da Influenza B em parte do país; crianças pequenas seguem como grupo mais afetado pela SRAG.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam em tendência de queda no Brasil, mas nove capitais ainda apresentam crescimento da doença, segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
As capitais que registram aumento sustentado dos casos são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.
Outras capitais, como Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Cuiabá, Campo Grande, João Pessoa, Maceió, Macapá, Aracaju e São Luís, permanecem em níveis elevados de SRAG, porém sem crescimento consistente nas últimas semanas.
O levantamento mostra ainda que os casos graves provocados pela Influenza B seguem em expansão no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam sinais de estabilização ou início de queda.
Segundo a Fiocruz, a incidência da síndrome permanece mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório (VSR). Já a maior parte das mortes continua concentrada entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 55,9% dos casos positivos para vírus respiratórios, seguido pelo rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e Sars-CoV-2 (2,2%).
Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A foi responsável por 33,1% das mortes, seguida pelo rinovírus (26,3%), VSR (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%).
Desde o início do ano, o Brasil contabilizou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.
Apesar da redução nacional dos casos, a Fiocruz reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente para os grupos prioritários, e orienta que pessoas com sintomas respiratórios utilizem máscara e evitem contato com idosos, crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas para reduzir o risco de transmissão.






