Uma área de proteção ambiental no entorno do Heliporto Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, passou por intervenção para conter o descarte irregular de lixo e entulho, problema que vinha sendo registrado com frequência nas proximidades da estrutura. A ação foi realizada de forma conjunta pela Prefeitura de Campos, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, e pela Infra Aeroportos, concessionária responsável pela administração do heliporto.
O cercamento do espaço foi adotado como principal medida para impedir o acesso indevido e evitar que resíduos continuem sendo despejados em uma área considerada sensível tanto do ponto de vista ambiental quanto operacional. Antes da intervenção, o acúmulo de lixo vinha causando impactos diretos na preservação do ecossistema local, além de representar riscos à segurança das operações aéreas, já que a presença de detritos pode atrair animais e interferir nas atividades do heliporto.
Além da instalação das cercas, a ação incluiu a limpeza completa da área, que apresentava acúmulo significativo de resíduos sólidos. Equipes atuaram na retirada de entulho e lixo descartado irregularmente, devolvendo melhores condições ao espaço e reduzindo os danos ambientais já registrados. Também foram instaladas placas informativas com orientações sobre a proibição do descarte irregular, reforçando o caráter educativo da intervenção.
A expectativa dos órgãos envolvidos é que, com a delimitação física do terreno e a sinalização adequada, haja redução expressiva nas ocorrências de descarte indevido. A medida busca não apenas resolver um problema pontual, mas também estabelecer um controle mais efetivo sobre o uso da área no entorno do heliporto, prevenindo novos episódios e contribuindo para a manutenção do espaço a longo prazo.
O impacto da iniciativa também está diretamente ligado à segurança das operações aéreas. Ambientes com acúmulo de lixo tendem a atrair aves e outros animais, o que pode aumentar o risco de incidentes durante pousos e decolagens. Com o cercamento e a limpeza, a área passa a oferecer condições mais adequadas para o funcionamento do heliporto, reduzindo interferências externas e garantindo maior previsibilidade nas atividades.
De acordo com o superintendente do Heliporto Farol de São Tomé, Rosimar Tavares, a ação representa um avanço significativo na organização do espaço e na segurança operacional. Ele destaca que a parceria com o poder público foi essencial para viabilizar a intervenção e solucionar um problema que vinha se agravando ao longo do tempo. “Essa ação, construída em parceria com a Prefeitura, fortalece o funcionamento do heliporto e garante mais segurança para as operações aéreas. É uma medida que contribui diretamente para a preservação da área e para a melhoria das condições no entorno”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade também reforçou o papel da cooperação institucional para o sucesso da iniciativa. Segundo o secretário Jorge Ribeiro Rangel, a atuação conjunta com a concessionária permitiu uma resposta mais ágil e eficaz diante da situação. Ele ressalta que, além das ações já realizadas, o município continuará atuando na fiscalização para evitar que novos descartes ocorram. “A atuação conjunta com a Infra Aeroportos foi fundamental para viabilizar a ação. Agora, seguimos com fiscalização para evitar novos descartes irregulares”, destacou.
O descarte irregular de resíduos é um problema recorrente em diversas regiões urbanas e periurbanas, especialmente em áreas afastadas ou com menor controle de acesso. Além dos impactos ambientais, como contaminação do solo e proliferação de vetores, a prática também gera custos adicionais para o poder público, que precisa atuar constantemente na limpeza e recuperação dos espaços afetados.
No caso do Farol de São Tomé, a proximidade com uma estrutura aeroportuária torna a situação ainda mais crítica, exigindo medidas mais rigorosas de controle. A adoção do cercamento como solução imediata reflete uma estratégia de contenção que pode ser replicada em outros pontos com características semelhantes, onde o acesso desordenado contribui para o descarte indevido.
A iniciativa também dialoga com políticas mais amplas de sustentabilidade e gestão de resíduos, que buscam reduzir o impacto ambiental e promover o uso adequado dos espaços públicos. A presença de sinalização educativa é um dos elementos que reforçam essa abordagem, ao alertar a população sobre as consequências do descarte irregular e incentivar práticas mais responsáveis.
Com a conclusão da intervenção, a área passa a contar com uma estrutura mais organizada e protegida, alinhada às exigências ambientais e operacionais. A continuidade das ações de fiscalização será determinante para garantir a eficácia da medida e evitar que o problema volte a se repetir, consolidando o cercamento como uma solução duradoura para a região.





