Promotoria solicita cumprimento imediato da sentença por improbidade administrativa e suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro protocolou, nesta quinta-feira (6), um pedido à Justiça para a execução imediata da condenação por improbidade administrativa do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). A manifestação foi apresentada pelo promotor Alexey Kolouboff, que também requer a comunicação à Justiça Eleitoral sobre a suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos, em razão do período de registro das candidaturas para as eleições de 2026.

Garotinho é pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Condenação já transitou em julgado

O pedido ocorre após o encerramento definitivo do processo. Em 2025, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a condenação do ex-governador por improbidade administrativa relacionada ao projeto Saúde em Movimento.

Segundo a ação, Garotinho participou de um esquema de desvio de recursos da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que o Estado era governado por Rosinha Matheus e ele ocupava o cargo de secretário de Governo.

Com a decisão do STF, o processo transitou em julgado, ou seja, não há mais possibilidade de recursos.

Ministério Público pede cumprimento imediato

Na petição apresentada à Justiça, o Ministério Público solicita:

  • A execução imediata da sentença;
  • A comunicação da condenação à Justiça Eleitoral;
  • A suspensão dos direitos políticos de Anthony Garotinho pelo prazo de oito anos;
  • A inclusão do nome do ex-governador no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa.

O objetivo, segundo o Ministério Público, é dar cumprimento à decisão judicial definitiva.

Cobrança supera R$ 2,5 bilhões

Além das sanções políticas, o Ministério Público também pede que Garotinho seja intimado para quitar os valores fixados na condenação.

De acordo com os cálculos atualizados apresentados à Justiça, os valores cobrados são:

  • R$ 2,55 bilhões referentes ao ressarcimento ao erário, atualizado;
  • R$ 778,9 mil de multa civil;
  • R$ 11,9 milhões por danos morais coletivos.

O valor original do prejuízo aos cofres públicos foi fixado em R$ 234,4 milhões, montante posteriormente atualizado conforme os critérios legais.

Caso Saúde em Movimento

A condenação está relacionada ao projeto Saúde em Movimento, desenvolvido entre 2005 e 2006. Segundo o Ministério Público, houve desvio de recursos públicos destinados à área da saúde durante a execução do programa.

A decisão que manteve a condenação tornou definitiva a responsabilização por improbidade administrativa, abrindo caminho para o cumprimento das sanções previstas na sentença.

Até o momento, não havia sido divulgada manifestação da defesa de Anthony Garotinho sobre o novo pedido apresentado pelo Ministério Público.

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