Dois terremotos devastadores atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), provocando uma crise humanitária e deixando um número alarmante de pessoas desaparecidas. Enquanto as autoridades tentam controlar a situação e acessar áreas afetadas pela destruição, dificuldades nos sistemas de comunicação e apagões intensificam a angústia das famílias. Um site não oficial, criado de forma voluntária por cidadãos preocupados, indica que mais de 42 mil pessoas continuam sem notícias, um número muito superior ao oficialmente divulgado pelo governo, que fala em 157 desaparecidos.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os abalos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e ocorreram cerca de 160 quilômetros a oeste da capital Caracas, praticamente em sequência, o que agravou ainda mais os danos. Edifícios desabaram e deixaram muitos residentes presos sob os escombros, enquanto equipes de resgate correm contra o tempo para localizar sobreviventes. No entanto, o acesso a algumas regiões permanece extremamente difícil devido à instabilidade da infraestrutura e ao colapso dos sistemas de energia, que causam apagões e dificultam as comunicações.

Para tentar ajudar na busca pelos desaparecidos, voluntários criaram o site “Desaparecidos Terremoto Venezuela”, no qual familiares podem registrar os nomes e últimos lugares onde as pessoas foram vistas, além de enviar fotos e outras informações relevantes. Essa iniciativa serve também para venezuelanos que moram no exterior e buscam notícias de parentes. Apesar de os dados indicarem que quase 46 mil pessoas foram reportadas como desaparecidas, 3,7 mil já foram encontradas e pelos menos 42,3 mil continuam sem resposta, um reflexo do caos causado pelo desastre e das dificuldades logísticas enfrentadas no país.

O impacto dos terremotos não afeta apenas a Venezuela; a repercussão se faz sentir em toda a América do Sul e também no Brasil, que mantém relações próximas e pode ser afetado por ondas migratórias, além de se sensibilizar diante da tragédia humanitária. Organizações internacionais acompanham o desenrolar da situação e monitoram o risco de novas atividades sísmicas. Em meio à crise, o Papa Leão XIV enviou uma doação de 100 mil euros para apoiar esforços de socorro. A situação serve como alerta sobre a vulnerabilidade da região, a necessidade de aprimorar sistemas de resposta a desastres naturais e a urgente mobilização de recursos para salvar vidas e reconstruir comunidades.

Redação EBN – Portal de Notícias

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