Uma operação integrada entre as polícias civis do Rio Grande do Sul e do Norte Fluminense resultou na prisão preventiva de um homem em Campos dos Goytacazes, investigado por participação em um esquema de estelionato eletrônico conhecido como golpe da “falsa central bancária”. A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão e é desdobramento de uma investigação iniciada após uma médica de Pelotas (RS) ter prejuízo superior a R$ 331 mil.
Segundo as autoridades, o grupo criminoso utilizava uma estratégia já recorrente nesse tipo de fraude: se passava por funcionários de instituições financeiras para enganar vítimas. Por meio de ligações telefônicas, os suspeitos solicitavam dados pessoais e induziam as vítimas a realizar transferências via Pix para contas controladas pela quadrilha. No caso investigado, a médica foi convencida por falsos gerentes a autorizar diversas transações, acumulando o prejuízo elevado.
A partir do registro da ocorrência, as equipes de investigação conseguiram rastrear movimentações financeiras e identificar suspeitos em diferentes estados. A colaboração entre as polícias permitiu localizar um dos investigados no bairro Parque Aurora, em Campos, onde foi cumprida ordem judicial de busca e apreensão, além da prisão preventiva.
A ação faz parte da operação denominada “Mar Paulista”, que resultou, ao todo, na prisão de seis suspeitos. Além do homem detido em Campos, outros cinco foram presos no estado de São Paulo, onde também foram realizadas diligências e apreensões de materiais que podem auxiliar na continuidade das investigações.
O suspeito preso no Norte Fluminense foi encaminhado para a delegacia do Centro de Campos e permanece à disposição da Justiça. As autoridades informaram que o inquérito segue em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema e tentar rastrear e recuperar os valores desviados.
Casos como esse têm se tornado cada vez mais frequentes em todo o país, impulsionados pelo avanço das tecnologias e pela popularização de serviços bancários digitais. O golpe da falsa central bancária é considerado um dos mais sofisticados, pois explora a confiança das vítimas ao simular atendimentos oficiais de bancos.
As investigações apontam que os criminosos utilizam técnicas de engenharia social, criando situações de urgência para pressionar as vítimas a agir rapidamente, sem tempo para verificar a veracidade das informações. Em muitos casos, os golpistas possuem dados prévios das vítimas, o que aumenta a credibilidade das abordagens.
A operação reforça a importância da atuação integrada entre forças de segurança de diferentes estados para combater crimes cibernéticos, que frequentemente ultrapassam fronteiras regionais. A troca de informações e a atuação conjunta têm sido fundamentais para desarticular organizações criminosas que atuam de forma estruturada e descentralizada.
Autoridades também alertam a população para redobrar a atenção diante de contatos telefônicos que solicitam informações bancárias ou orientam a realização de transferências. Bancos não pedem senhas, códigos de segurança ou transferências por telefone, e qualquer suspeita deve ser confirmada diretamente com a instituição financeira por canais oficiais.
No Norte Fluminense, a operação evidencia o crescimento desse tipo de crime e a necessidade de ações contínuas de prevenção e repressão. Além dos prejuízos financeiros, fraudes dessa natureza causam impactos emocionais significativos nas vítimas, ampliando a sensação de insegurança no ambiente digital.
Com o avanço das investigações, a expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, ampliando o alcance da operação e contribuindo para o enfrentamento de um dos crimes que mais têm crescido no país nos últimos anos.
Redação EBN – Portal de Notícias






