André Monteiro deixa disputa pelo Senado para integrar chapa ao Governo do Rio; escolha ocorre após duas substituições na vaga de vice

A pré-candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao Governo do Estado do Rio de Janeiro passou por uma nova mudança na composição da chapa. Após a saída de dois nomes anteriormente anunciados para a vaga de vice, o ex-governador escolheu o policial militar reformado André Monteiro para ocupar a posição.

O primeiro nome indicado havia sido o coronel da reserva da Polícia Militar Venâncio Moura, mas a composição não avançou após o Democracia Cristã declarar apoio ao pré-candidato Eduardo Paes (PSD).

Posteriormente, Garotinho anunciou a major Elaine Gonçalves, que desistiu da disputa na véspera do início oficial da campanha. Com a nova configuração, André Monteiro deixou a pré-candidatura ao Senado para integrar a chapa de Garotinho.

A escolha provocou manifestações contrárias de Victor Travancas, advogado, mestre e doutor em Direito Constitucional e ex-subsecretário de Compliance do Estado, que anteriormente integrava a defesa de Garotinho.

Em declaração pública, Travancas criticou a indicação de Monteiro e questionou sua experiência para ocupar a posição de vice-governador.

A trajetória política de André Monteiro, porém, não é recente. Em 2018, ele disputou o Governo do Rio pelo PRTB. Naquele pleito, recebeu 35.237 votos, equivalentes a 0,46% dos votos válidos, segundo registros eleitorais da época.

Cenário eleitoral

A nova composição ocorre em um momento de mudanças nas alianças para a eleição estadual de 2026. Eduardo Paes aparece entre os principais nomes da disputa, ao lado de Garotinho e Douglas Ruas (PL), entre outros pré-candidatos.

Garotinho também enfrenta questionamentos jurídicos relacionados à sua elegibilidade. Uma decisão da Justiça do Rio determinou recentemente o cumprimento de sentença que prevê a suspensão de seus direitos políticos, enquanto a defesa sustenta que o período de oito anos já teria sido cumprido. A definição sobre eventual inelegibilidade cabe à Justiça Eleitoral.

As mudanças na chapa e as manifestações públicas de antigos aliados acrescentam novos elementos à disputa pelo Palácio Guanabara, que ainda terá outras etapas formais antes da definição definitiva das candidaturas.

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