Em meio à expectativa para a Copa do Mundo de 2026, o encontro entre Brasil e Marrocos ganha um peso especial, não apenas pela rivalidade esportiva, mas por toda a trajetória recente entre as duas seleções. O último confronto oficial, disputado no início de 2023 em Tânger, ficou marcado pela derrota brasileira por 2 a 1 e pelo contexto delicado vivido pela Seleção Nacional, que ainda se reerguia dos abalos pós-Copa do Catar.
Naquela ocasião, o Brasil foi orientado pelo técnico interino Ramon Menezes, que apostou em uma reformulação profunda do elenco. O treinador convocou nove jogadores estreantes, incluindo nomes como o goleiro Mycael, os atacantes Rony e Vitor Roque, além de promessas do meio-campo como Andrey Santos e Raphael Veiga. Sem contar com Neymar, lesionado na época, a equipe dependia de atletas em fase de testes, muitos deles vindos do ciclo olímpico e do Brasileirão, numa tentativa de renascimento do futebol nacional.
No jogo realizado no Grand Stade de Tânger, Marrocos contou com o fervoroso apoio da torcida e chegou a aplicar um ‘olé’ bem cedo, mesmo com o marcador ainda zerado. O time africano controlou as ações no primeiro tempo e abriu o placar aos 28 minutos com Boufal. O Brasil conseguiu equilibrar após uma falha do goleiro Bounou, que permitiu o empate de Casemiro. Ainda assim, a Seleção sofreu o gol da derrota aos 33 minutos da etapa final, quando Militão não conseguiu afastar o cruzamento, resultando no gol de Sabiri.
Apesar dos resultados negativos e do cenário turbulento daquele momento, alguns atletas daquela escalação ouviram seus nomes na lista definitiva para a Copa de 2026, dentre eles o experiente Casemiro, os ofensivos Vinícius Jr. e Lucas Paquetá, o goleiro Weverton e o zagueiro Ibañez. Outros talentos, como Andrey Santos, que vinha ganhando espaço no Chelsea, acompanharam toda a preparação sob comando de Carlo Ancelotti, atual técnico. No entanto, a maioria dos jovens testados por Ramon Menezes acabou ficando fora do Mundial.
Este episódio revela a complexidade da reconstrução da Seleção Brasileira após uma eliminação precoce em um Mundial pela primeira vez em décadas. A derrota para Marrocos serviu de alerta para a necessidade de equilibrar experiência e juventude, um desafio constante para a comissão técnica. Agora, com o sorteio colocando o país africano como primeiro adversário no Mundial que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, a partida ganha uma conotação histórica. Além disso, o confronto reforça a crescente força do futebol africano na cena internacional e a importância de o Brasil estar devidamente preparado para essa evolução, visando manter sua tradição e protagonismo mundial.
Redação EBN – Portal de Notícias



