Marcos Pitombo, ator conhecido principalmente por sua presença constante na televisão brasileira, decidiu celebrar seus 20 anos de carreira da forma que mais lhe traz satisfação: nos palcos do teatro. Neste fim de semana, estreou no Teatro Fashion Mall, localizado em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a peça “Poemas”, montagem que mergulha profundas reflexões sobre a existência humana, marcada pela busca, memória, ansiedade e a capacidade de construir laços afetivos.
Com texto assinado pelo escritor Gabriel Chalita e direção de Duda Maia, a produção propõe um diálogo sensível e poético entre dois personagens, interpretados por Pitombo e André Torquato. Ambos partem numa jornada simbólica em busca do poema idealizado como capaz de “salvar o mundo” — uma metáfora que conduz o espectador a pensar sobre identidade, esperança e os encontros que transformam a vida das pessoas. A escolha do teatro para esse marco na carreira do ator reacende sua ligação antiga com o ambiente teatral, palco onde começou sua trajetória artística e que, segundo ele, permite uma conexão mais íntima e imediata com o público.
Ao celebrar duas décadas de atuação, Pitombo também reforça a relevância do teatro como meio de comunicação e transformação social, principalmente em tempos onde as emoções humanas são constantemente desafiadas pelo ritmo acelerado das redes sociais e pelo isolamento causado pela pandemia. O espetáculo oferece um espaço para que o espectador reflita sobre sua própria história, as ansiedades cotidianas e a importância do afeto, algo fundamental para a construção de uma sociedade mais empática e solidária.
Além de representar um momento importante na carreira de Marcos Pitombo, “Poemas” contribui para a revitalização do circuito teatral no Rio de Janeiro, que tem enfrentado desafios para se reerguer financeiramente e alcançar o público após um período de queda de visitantes. A estreia em um local nobre como o Fashion Mall sinaliza também uma tentativa de atrair um público diversificado, valorizando a arte cênica como forma de resistência e diálogo cultural. Para o público brasileiro, a peça promete ser um convite para revisitar sentimentos esquecidos e reafirmar o poder do encontro humano em tempos modernos.
Redação EBN – Portal de Notícias



