Após o empate frustrante contra Marrocos na estreia do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, o atacante Matheus Cunha, que entrou no segundo tempo da partida, evitou fazer previsões sobre até onde a Seleção Brasileira poderá chegar no torneio. Questionado por um repórter sobre as expectativas da equipe para a competição, Cunha respondeu com sinceridade e um tom de impaciência: “Não sou vidente, não trabalho com essas coisas”. Mesmo assim, reafirmou o compromisso do time em buscar o título da competição.
O resultado diante de Marrocos, time que colocou a Seleção em dificuldades especialmente no primeiro tempo, deixou o ambiente da equipe um tanto quanto tenso. O técnico Carlo Ancelotti demonstrou insatisfação na coletiva pós-jogo, refletindo a pressão natural que recai sobre o Brasil, principal favorito de cada Copa do Mundo em que participa. Matheus Cunha, que atua pelo Manchester United, teve participação destacada em alguns momentos, principalmente ao criar uma trama ofensiva que quase resultou em gol, acionando Vinícius Júnior e Raphinha, dois dos principais jogadores do elenco.
O empate obriga o Brasil a encarar o próximo confronto contra o Haiti com ainda mais intensidade, já que a vitória se torna essencial para garantir a classificação à próxima fase do Mundial. O jogo está marcado para acontecer na próxima sexta-feira, na cidade da Filadélfia, palco em que a equipe também continuará a se preparar nos dias que antecedem a partida. Na manhã seguinte ao duelo contra Marrocos, os jogadores que iniciaram a partida fizeram um treino regenerativo, enquanto os demais trabalharam na academia do hotel em Nova Jersey, onde a delegação está hospedada.
A resposta direta de Matheus Cunha evidencia uma atmosfera de tensão e cobrança dentro do time, que sabe da responsabilidade de carregar as expectativas de milhões de brasileiros no maior torneio do futebol mundial. A competitividade do grupo em que a Seleção está inserida mostra que o caminho para o hexa não será tranquilo, e que o desempenho contra adversários considerados menos tradicionais, como Marrocos e Haiti, precisa ser aprimorado. A torcida pelo Brasil acompanha de perto, consciente de que o sucesso da equipe não depende apenas do talento individual, mas da capacidade de superar dificuldades e manter a regularidade em campo até a decisão final.
Redação EBN – Portal de Notícias



