Em uma operação realizada na última quinta-feira (25), a Polícia Civil deteve em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio de Janeiro, uma mulher e seu filho suspeitos de comandar o tráfico de drogas em uma comunidade local. A dupla, relacionada à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), era responsável pela coordenação de atividades ilegais e pelo comando de criminosos armados na região. Durante a ação, a polícia desativou uma sofisticada central clandestina de monitoramento, que exibia em tempo real imagens captadas por câmeras instaladas na comunidade.
A central de vigilância funcionava em um imóvel situado próximo a uma escola de educação infantil, local que também servia como base operacional da facção. Além da recepção e armazenamento de armas e drogas, o local era estratégico para controlar a área e antever movimentações das forças de segurança, facilitando a fuga dos traficantes durante operações policiais. Segundo os agentes, criminosos armados realizavam a segurança do ponto de venda de entorpecentes, garantindo o controle absoluto do território.
Na tentativa de escapar da prisão, a mulher tentou pular do terraço da residência para uma casa vizinha, mas acabou sofrendo uma lesão no pé, o que exigiu atendimento médico antes de ser encaminhada para a delegacia. Na mesma ação, o filho foi preso em flagrante. As buscas no imóvel resultaram na apreensão de armas, incluindo duas pistolas calibre 9 mm carregadas, centenas de buchas e tabletes de maconha, pedras de crack, aparelhos celulares, rádios comunicadores, bases de transmissão, cadernos com anotações sobre o tráfico e dinheiro em espécie.
Essa operação exemplifica o esforço das autoridades para combater a influência das facções criminosas em comunidades da Região dos Lagos, que impactam diretamente a segurança e a qualidade de vida da população local. O uso de tecnologias clandestinas e a proximidade com escolas demonstram o alto grau de organização e a gravidade da ameaça representada por essas organizações ao ordenamento público. A diminuição da atuação do TCP nesses territórios é fundamental para garantir maior tranquilidade aos moradores e restaurar a presença do Estado nas áreas vulneráveis.
Redação EBN – Portal de Notícias






