Milhares de pessoas participaram neste domingo (14) de uma manifestação em Genebra, na Suíça, contra a cúpula do G7, que ocorrerá na próxima semana na França. O que começou como uma marcha pacífica terminou em confronto com as forças policiais, que usaram gás lacrimogêneo para dispersar parte dos manifestantes após incidentes envolvendo o incêndio de um veículo Tesla e a depredação de um prédio da Organização das Nações Unidas (ONU).
Cerca de 20 mil manifestantes se reuniram para expressar sua insatisfação com o G7, que reúne as principais economias do mundo. Durante a concentração, um grupo atacou símbolos que considerava representativos do capitalismo e do sistema multilateral, incluindo o carro da montadora de Elon Musk, que recentemente atingiu o status de primeiro trilionário global. A destruição de janelas da agência da ONU e o uso de tijolos arremessados contra a polícia revelaram o grau de tensão no protesto, que despertou preocupação por envolver até mesmo crianças expostas ao gás lacrimogêneo, segundo relatos de testemunhas.
As manifestações contra o G7 são recorrentes e costumam refletir diversas críticas ao cenário político-econômico mundial. Os organizadores e participantes reforçaram que o encontro dos países mais ricos do planeta simboliza a concentração de poder e desigualdade social em nível global. Entre as reivindicações, destacam-se denúncias sobre o avanço da desigualdade de gênero, a crise climática, o impacto da globalização e o acúmulo de riquezas nas mãos de poucos, em um momento em que grandes parcelas da população mundial enfrentam pobreza e exclusão.
O episódio em Genebra ocorre a poucos dias da inauguração da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, cidade francesa às margens do Lago de Genebra, onde líderes da França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e representantes da União Europeia estarão reunidos. Em meio a uma agenda dominada pelos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, além do esforço diplomático para uma possível aproximação entre os Estados Unidos e o Irã, os protestos representam um forte sinal de insatisfação popular. Para a região, essas manifestações indicam o crescente clima de polarização e a crescente vigilância sobre as decisões políticas e econômicas que têm impacto global, inclusive para o Brasil, que acompanha as deliberações em busca de oportunidades de cooperação e desenvolvimento sustentável.
Redação EBN – Portal de Notícias



