Encontro promove levantamento de dados para aprimorar políticas públicas de enfrentamento à violência no município.

A Câmara Municipal de São João da Barra sediou, na tarde desta quarta-feira (15), uma reunião promovida pela Procuradoria Especial da Mulher em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. O objetivo foi reunir representantes da rede de atendimento para levantar informações sobre os serviços prestados a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência no município.

Os dados coletados irão subsidiar um diagnóstico da realidade local, contribuindo para o fortalecimento da atuação do Conselho e para o acompanhamento e aperfeiçoamento das políticas públicas em todos os distritos de São João da Barra.

Proteção integrada

Durante o encontro, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Solange Barbosa, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher passa necessariamente pela proteção das crianças e adolescentes.

Segundo ela, investir na formação das novas gerações é uma estratégia essencial para romper o ciclo da violência.

“Não há como combater a violência contra a mulher sem pensar na criança e no adolescente. Precisamos preparar essas crianças e adolescentes para uma outra realidade, com o apoio de toda a rede de proteção e da escola como porta de entrada”, afirmou.

Rede de atendimento

Participaram da reunião representantes de diversos órgãos e programas municipais, entre eles:

  • Programa da Mulher;
  • Programa da Criança e Adolescente;
  • Sala Lilás;
  • Centro de Atenção à Saúde Mental Infantojuvenil;
  • CREAS de Mato Escuro;
  • Departamento da Criança e Adolescente;
  • Setor de Gestão de Projetos Sociais;
  • Equipe Multidisciplinar da Educação;
  • Conselho Municipal da Criança e do Adolescente;
  • Patrulha Maria da Penha;
  • Associação de Mulheres Apoiadoras (AMA PEA FOCO).

Levantamento estatístico

A coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher, Maria Auxiliadora Fazoli da Cunha, ressaltou que o órgão realiza acolhimento e encaminhamento das vítimas, mas depende da integração com toda a rede municipal para garantir atendimento completo às famílias.

Segundo ela, muitas mulheres chegam acompanhadas dos filhos, que também necessitam de acompanhamento especializado.

“A Procuradoria precisa do respaldo dos demais órgãos para atender não apenas as mulheres, mas também as crianças e adolescentes que vivem esse contexto de violência”, explicou.

Como próximos passos, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher pretende elaborar um levantamento estatístico da situação da violência no município e buscar apoio da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para fortalecer as ações de prevenção e proteção às vítimas.

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